Histórico

Francisco Alves Monteiro, nascido em Taubaté, em 1800, entre outras propriedades era dono da chácara que, após a sua morte, em 1874, ficou com o seu filho, José Francisco Monteiro, chefe político local e condecorado, em 1868, com o título de visconde de Tremembé. Ao falecer legitimou três filhos, entre eles, Anacleta Augusta do Amor Divino, mãe de Judite, Ester e José Bento Monteiro Lobato. A chácara, imortalizada por Monteiro Lobato em obra infantil, com o nome de Sítio do Pica-pau Amarelo, contava com uma área de 20 alqueires e foi legada à Judite Lobato que, durante a infância e adolescência, a freqüentava, juntamente com os irmãos. Em 1948, como pagamento de dívida, foi entregue ao engenheiro Joaquim de Castro. Incluem-se no tombamento a casa, a capela, um cruzeiro, uma velha jaqueira e mais um terreno de 7.000 m².

Texto original publicado em https://www.ipatrimonio.org/taubate-chacara-do-visconde/#!/map=38329&loc=-23.022413000000018,-45.56433900000001,17

Vista geral

Curiosidades

Mais de 300 natais

Olhe com atenção essa torre. Por séculos, ela foi o ponto mais alto de Taubaté. Uma sentinela de pedra que viu a cidade nascer, crescer e mudar sua face inúmeras vezes.
Seus sinos já tocaram mais de trezentos natais, ecoando desde o tempo em que o Vale do Paraíba ainda era um grande sertão, quando viajantes se surpreendiam ao ouvir, no meio do silêncio, esse som que parecia anunciar: “Você está chegando em Taubaté.”
Nenhuma construção da região é mais antiga que a torre sineira do Convento de Santa Clara.

O grande incêndio

Esse fato ocorreu no dia 17 de setembro de 1843, quando o convento teve a capela-mor da igreja destruída, um grande e espaçoso salão atrás da sacristia. Parte dos compartimentos internos e o que foi pior para a memória da própria cidade: o arquivo e a biblioteca.

O jornal Diário Novo, de 6 de novembro de 1863, descreveu o evento.
"Temos à vista uma carta de Taubaté que diz o seguinte:
'O mais lamentável acontecimento compungiu os corações de todos os habitantes desta cidade na noite de 17 de setembro. Incendiou-se o convento de Santa Clara! E tal foi a voracidade das chamas, que forças humanas jamais poderiam conter. Oh! que horror! Que assombro!
Suas sagradas imagens lançadas por terra em pequenos fragmentos, seus altares destruídos, e os paramentos reduzidos a cinzas!
Graças sejam rendidas ao revendo João Batista Bitencourt, que arrostando os maiores perigos, por entre as chamas avançou e salvou o Santíssimo Sacramento, conduzindo-o para a igreja matriz'."

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