Estação de Taubaté (s/d). À esquerda, em segundo plano, o edifício inaugurado em 1876. Acervo AMPAH

Histórico

Inaugurada em 1876, a Estação Ferroviária de Taubaté era um ponto estratégico para a conexão entre São Paulo e Rio de Janeiro.
No percurso que começava na capital paulista, a estrada de ferro operava no sistema de bitola estreita que seguia até a Estação de Cachoeira Paulista, onde os passageiros faziam baldeação para trens da Central do Brasil, de bitola larga.
Mais tarde, com o recuo do sistema de bitola estreita, essa baldeação passou a ser feita em Taubaté, fazendo da estação local parada obrigatória no sistema ferroviário entre os dois estados.

Teve papel fundamental no escoamento da produção de café do Vale do Paraíba para o Porto de Santos, impulsionando a economia de exportação

O complexo ferroviário em Taubaté tem dois momentos de destaque: 
A inauguração da primeira estação, em 27 de dezembro de 1876;
E o edifício atual em 1 de julho de 1923.

Curiosidades

Dupla inauguração

Apesar de operar desde 1876, o ato solene de inauguração só aconteceu em julho de 1877, pelo Conde D'Eu, genro do imperador.
Em 1878, como forma de tentar contornar a insatisfação que os políticos da província de São Paulo manifestavam em relação ao governo e também como forma de frear o avanço dos republicanos paulistas, a estação foi novamente inaugurada, dessa vez pelo próprio Imperador
No dia 11 de setembro de 1878, D. Pedro II foi recebido com festa na Estação, evento retratado com ironia pela imprensa local, afirmando que enquanto as lavouras da região careciam de investimento, d. Pedro II e os cafeicultores da região estariam mais preocupados com os “dias de gala” que a monarquia iria oferecer na cidade.:

“Já lá vai um dia de grande gala.
Em Lorena, a mesma cantilena!
Em Guaratinguetá…ta…ta…
Em Pindamonhangaba, o mesmo doce de goiaba.
Em Taubaté, o mesmo rapapé.
Em Caçapava… nada caçava…”
(Gazeta de Taubaté, 11 de agosto de 1878, p. 3).

Saiba mais em 1878: viagem expressa por Taubaté, de Glauco Santos

O grande incêndio

Esse fato ocorreu no dia 17 de setembro de 1843, quando o convento teve a capela-mor da igreja destruída, um grande e espaçoso salão atrás da sacristia. Parte dos compartimentos internos e o que foi pior para a memória da própria cidade: o arquivo e a biblioteca.

O jornal Diário Novo, de 6 de novembro de 1863, descreveu o evento.
"Temos à vista uma carta de Taubaté que diz o seguinte:
'O mais lamentável acontecimento compungiu os corações de todos os habitantes desta cidade na noite de 17 de setembro. Incendiou-se o convento de Santa Clara! E tal foi a voracidade das chamas, que forças humanas jamais poderiam conter. Oh! que horror! Que assombro!
Suas sagradas imagens lançadas por terra em pequenos fragmentos, seus altares destruídos, e os paramentos reduzidos a cinzas!
Graças sejam rendidas ao revendo João Batista Bitencourt, que arrostando os maiores perigos, por entre as chamas avançou e salvou o Santíssimo Sacramento, conduzindo-o para a igreja matriz'."

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