Você sabia que antes de ser uma escola, neste mesmo terreno estava o centro administrativo e judiciário de Taubaté?
Isso mesmo. Quando Taubaté foi fundada ela precisava de edifícios administrativos para que o povoado se tornasse vila. Dois deles eram essenciais: a Casa do Conselho (Câmara Municipal) e a Cadeia.
Aconteceu que com o crescimento da cidade, os edifícios primitivos não mais comportavam as necessidades locais. Foi quando a administração da vila levantou fundos para a construção de uma nova sede do poder.
A área escolhida foi o cruzamento entre as atuais ruas São José e Pedro Costa.
Iniciada em 1786, pelo mestre de obras Severino Araújo, a construção da nova cadeia e câmara levou onze anos, sendo entregue em 1797. Era um edifício que media aproximadamente 27,5m de frente por 11m de fundo.
A cadeia tinha capacidade para até 6 presos no piso principal. No subterrâneo para outros 16. No piso superior funcionava a Câmara.
Essas duas instituições funcionaram naquele edifício até o ano de 1891, quando foi construída a cadeia do Largo Costa Guimarães e a Câmara foi instalada no solar da D. Leopoldina Varella na rua Visconde do Rio Branco.
Logo que a velha cadeia foi desativada, o professor Arthur da Glória formou uma escola em seu lugar. Tendo atendido alunos de ensino primário até a ano de 1900.
Foi em 1896 que se formou o Primeiro Grupo Escolar de Taubaté. Carecia de uma sede que desse conta da demanda de salas de aula que o município apresentava. E a área da velha cadeia foi escolhida para isso.
Entre 1901 e 1902 uma grande obra substituiu o antigo edifício de taipa de pilão pelo novíssimo prédio de tijolos.
Em 7 de setembro de 1902, em cerimônia conduzida pelo Coronel Marcondes de Mattos, com a presença do seu padrasto, Joaquim Lopes Chaves e o fiscal das obras, o Engenheiro de Obras Públicas no Estado de São Paulo, Euclides da Cunha, foi inaugurado o edifício que abrigou o Primeiro Grupo Escolar de Taubaté.
O projeto original é assinado por José Van Humbeeck, baseado no Grupo Escolar de Botucatu, desenhado por José Van Victor Duburgras.
Algumas das mais conhecidas personalidades taubateanas do século XX estudaram no Grupo e depois Escola Estadual Lopes Chaves: Emílio Amadei Beringhs, Oswaldo Barbosa Guisard, Monsenhor Cícero de Alvarenga, Cid Moreira, entre outros.
Em 2010, apesar do recente abandono, o prédio foi tombado pelo Condephaat.
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